segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O jovem Napoleão

tremia como vara verde durante os ferozes bombardeios no cerco de Toulon. Um soldado, vendo-o assim, comentou com os outros: -Reparem como ele está morto de medo! - Sim - respondeu Napoleão. - Mas continuo combatendo. Se você sentisse a metade do pavor que eu estou sentindo, já teria fugido a muito tempo.
Diz o mestre:
O medo não é sinal de covardia. É ele que nos dá possibilidade de agir com bravura e dignidade diante das situações da vida. Quem sente medo - e apesar de tudo segue adiante, sem deixar-se intimidar - está dando uma prova de valentia. Quem, entretanto, enfrenta situações arriscadas sem dar-se conta do perigo, demonstra apenas irresponsabilidade.
Maktub , Paulo Coelho.

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